é melhor mesmo que eu escreva, meu bem, porque, pelo menos – e é um menos nada muito confortável -, eu esqueço de pensar.
ontem me falaram sobre cume e vale, ou qualquer coisa que lembre a parte mais alta e mais baixa de um gráfico – ou de uma montanha-russa. então, completo que cumes e vales, querido, são a mesma coisa. é física, é newton, tudo é relativo e depende do ponto de vista. digo porque sinto, e a experimentação é uma metodologia. e é mais ou menos assim: não sei se estou no ápice de tudo que melhor poderia ocorrer ou se é o mais baixo que já cheguei. espero muito que a inércia seja gentil comigo e me empurre pra um lugar mais confortável. afinal, pisar em solos inconstantes, incertos e que se abrem em meio ao vão, não vai me levar… nem que seja em carrinhos de parque de diversão, a lugar nenhum.
enquanto isso… uma música me desmaterializa em loucuras e eu fico usando essa linguagem pseudo-nerd de merda.
quanto à fé. ela existe e bate, se é que bater é sua ação predileta, forte aqui. fé Nele. fé que vai dar tudo certo. que o vale é o depois de um quebra-mola suave, um baixo tranquilo, necessário pra evitar acidentes. e que o cume é o everest, o pico da bandeira, o dedo de Deus, o frade e a freira ou até mesmo o morro da caixa d’água da ufes. cansa pra chegar, mas depois vale a pena. quero algo que me eleve, que me eleve pra sempre – e pode ser em notas musicais.
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